Hoje é comemorada a páscoa em muitos países. É uma data que vem acumulando vários significados, começando pelo livramento de Deus aos Israelitas no Egito, até hoje que não sei de onde surgiu o coelho e o ovo. Mas tanto faz. Foi na época de páscoa dos Judeus que Jesus foi crucificado e morto e após três dias ressuscitou, e é nisso que quero focar.

No meio desse monte de coelhos e chocolates ainda surge um pouco do anúncio da ressureição de Cristo, mas o que isso quer dizer? É algo que no começo, quando comecei a crer em Deus, tive dificuldades para entender, a importância da ressureição.

Muitos falam hoje da esperança e época de recomeço e coisa e tal, mas nesse discurso percebe-se o apego a esta vida. "Ó, minha vida está difícil, a páscoa me da esperança de que as coisas podem melhorar". Esse discurso me chateia. Podemos de fato ter esperança na ressurreição de Cristo, mas porque?

Bem, primeiramente, antes da ressurreição devemos lembrar da morte, o que aconteceu na morte de Cristo?

Cristo sendo Deus se fez homem, e sendo homem fez aquilo que nenhum homem poderia fazer, para que o homem fosse redimido com Deus. Cristo viveu sem pecados, e morreu pelos nossos pecados. Tomou sobre si o castigo que nós merecíamos, afinal, diante de Deus totalmente santo, quem se achegaria e seria considerado digno de salvação? Imagine-se diante do julgamento do Deus todo poderoso, existe alguém totalmente livre de pecados que seria considerado justo? Não (Rm 3:10). Porém existe aquele, perfeito Deus e perfeito homem, que nos torna justos. Jesus Cristo nosso salvador. Diante do tribunal de Deus, Jesus se coloca diante de Deus e diz: "Eu morri por ele". Esse morrer de Cristo nos torna justos. Os que creêm nessa salvação são justificados pelo sangue de Cristo.

Mas Jesus não morreu? Como pode interceder por nós no tribunal de Deus? Por isso a importância da ressureição. Ela mostra que a morte não deteve Jesus, porém a morte foi vencida na cruz. Aquele que morreu por nós, vive, e pela sua morte e ressureição, aqueles que creem no seu nome, vencerão a morte com ele. Não por algum mérito próprio, mas pela graça e misericórdia de Deus. Sendo que essa morte, não é a morte terrena de que tantos temem, mas a morte da alma. Aqueles que creem em Jesus Cristo, por mais que morram nesta terra, viverão eternamente com Deus. Mas aqueles que não creem, serão condenados eternamente.

Por isso a idéia da páscoa trazer esperança de uma vida melhor é tão sem sentido. Ora, o que é a vida se comparada à eternidade? O que vivemos aqui é sombra do que está por vir. A esperança que temos em Cristo, na vida que nos espera, é muito superior à esperança de uma vida melhor nessa terra. Na vida terrena passamos por tribulações, angústias, dores, porém na vida eterna viveremos diante da glória de Deus, com corpos incorruptíveis e bençãos inimagináveis.

Portanto nos apeguemos a Cristo e vivamos na esperança de sua volta. Pois Ele vive e retornará para buscar aqueles que foram chamados para Ele.

Se Cristo tivesse permanecido morto, como qualquer outro "salvador", "mestre" ou "profeta", sua morte teria sido como qualquer outra morte. As ondas da morte teriam encerrado, como faz a todo o ser humano; toda afirmação que ele fizera, teria dado em nada, e a humanidade ainda estaria sem esperança de ser salva do pecado. Mas, quando o ar penetrou seus pulmões ressurretos novamente, quando a vida da ressurreição energizou seu corpo glorificado, tudo que Jesus dissera foi confirmado plena, final, inquestionável e irrevogavelmente.

Greg Gilbert - O que é o Evangelho?

Hoje eu estava lendo um texto que fala sobre o perigo do pecado (link) e me chamou atenção o final, onde ele fala: 

Sei que esse assunto é considerado anacrônico por muitos que zombam dessa mensagem, mas a minha responsabilidade diante de Deus é a de anunciá-la. Quanto à sua aceitação, é algo que depende de cada um, porque essa responsabilidade é pessoal! (ez 3:17-19)

Esse texto de Ezequiel é bastante forte, vale a pena ler. Mas no caso eu lembrei da passagem de (1co 2:4-5)

Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.

 E continua bastante interessante nos versículos posteriores.

Com a internet as pessoas têm mais facilidade para discutir assuntos e não é novidade que os assuntos de Deus causam bastante polêmica. Tem sempre aquelas pessoas que querem ter a razão e convencer os outros da existência ou não de Deus através de argumentos e, no fim, ninguém convence ninguém de nada.

Outro dia eu vi uma discussão assim onde uma pessoa dizia que todas as religiões são iguais (inclusive o cristianismo) e outra pessoa contra argumentava. Porém, uma terceira pessoa entrou na conversa e, ao invés de contra argumentar, simplesmente apresentou o plano de salvação e  falou no que cria.

Como diz o texto de Paulo, ficar discutindo com linguagem persuasiva de sabedoria muitas vezes não vai levar a nada. Tudo bem, podemos defender a fé através disso, porém é o poder de Deus que convence da verdade. Se a pessoa não crê, os argumentos não valerão de nada, mas a verdade precisa ser dita.

"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." João 1:11-13

Jesus veio para os judeus, porém eles não o receberam, mas Deus espalhou a sua graça a todos os povos.

Por isso o cristianismo é diferente. Outras crenças falam de deuses aos quais os homens devem busca-los, os homens, por obras, tentam alcançar os deuses, agradá-los. Mas o Deus da Bíblia, o Deus no qual eu creio, vem até o homem. Deus, por sua vontade, veio até nós, nos oferecendo salvação através de Cristo.

Por isso, nós que cremos, podemos ser chamados filhos de Deus, e por isso temos certeza da salvação. Não por vontade de homens, nem da carne, mas de Deus.

Esta parábola se encontra em (mt 20:1-16) e fala de um proprietário de terra que contratou pessoas para trabalhar em sua vinha. Ele saiu de madrudada e combinou o preço de um denário pelo dia com alguns trabalhadores e estes partiram para o trabalho. Durante o dia, a cada hora o dono da vinha contratava mais pessoas, sendo que os últimos que ele contratou, trabalharam somente 1 hora, enquanto que os primeiros, trabalharam o dia todo. Acontece que na hora do pagamento, todos receberam 1 denário, os que trabalharam 1 hora e os que trabalharam o dia todo. Obviamente os que trabalharam mais se sentiram injustiçados, porém aquele foi o preço combinado no início. O dono da vinha, por ser generoso, quis dar a mesma quantia aos outros.

Isso me fez refletir sobre a nossa salvação e serviço para Cristo. Falando como humano, as vezes me pego julgando certas pessoas, como sendo muito más. Pessoas aparecerem nos jornais fazendo absurdos e penso em meu coração que aquela pessoa nem deveria ser salva. Existem também as pessoas que vão à igreja e não fazem muita diferença lá. Confesso que ultimamente não tenho feito muito também, mas houve uma época em que fiquei bastante tempo servindo e me irritava com quem não fazia nada.

Mas então vem Cristo e paga 1 denário para o bandido e para o mocinho. 1 denário para a criança que servirá a vida toda e para o idoso que viveu a vida sem Cristo e se converteu logo antes de sua morte. 1 denário para o missionário e para o esquentador de banco de igreja.

Sem entrar na parte de galardão ou tesouros no céu, Deus nos oferece a sua graça conforme Ele quer, alguns Ele chamará para trabalhar mais e outros menos, mas não há razão para julgarmos se alguém é mais ou menos merecedor da bondade de Deus.

O processo de cadastro do site é simplesmente ler a Bíblia com um caderninho do lado anotando os nomes, citações e etc. Em algumas dessas leituras é inevitável parar e meditar sobre uma passagem. Eu li essa hoje que me chamou atenção e quis escrever aqui.

O contexto é o seguinte: Samuel era o Juiz de Israel naquela época e já estava velho, com isso o povo de Israel pedia por um rei. É claro que Deus já havia previsto que Israel teria um rei, isso já estava até registrado nas leis em Deuteronômio 17:14-20. O problema estava em Israel rejeitar a Deus, visto que queriam um governador humano como as outras nações e não quiseram esperar a manifestação de Deus quanto a isso. Então, Deus da a Israel o rei Saul. Samuel, que já está muito velho, faz seu discurso de aposentadoria e aproveita para exortar o povo. Com isso, o povo se desespera pelos erros cometidos e Samuel os acalma dizendo:

Então disse Samuel ao povo: Não temais; vós fizestes todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao Senhor, mas servi-o de todo o vosso coração.
1 Samuel 12:20

Assim como o povo de Israel, fazemos muitas coisas erradas, somos imperfeitos e tendemos a fazer o mal. Isso desanima as vezes, entristece. Porém, apesar de nós, apesar de nossas fraquesas, nossos podres, Deus nos amou e nos ama. Mesmo sendo o pecador que sou, Deus pede para perseverar e servi-lo de coração. E é interessante que, em alguns momentos, por mais desanimados que possamos estar, a única esperança que nos mantém, que nos faz continuar, está em Deus e na salvação de Jesus. Por mais que nos sintamos distantes de Deus nesses momentos, é possível se apegar a Suas promessas e perseverar.

Minha oração é para que, quando estivermos tristes, desanimados, nos sentindo distantes de Deus, consigamos lembrar de que Deus nos diz para não desistir, para continuar seguindo a Ele, para servi-lo de coração e acima de tudo, lembremos que Deus nos promete a vida eterna em Cristo Jesus (rm 6:23).